6.3.09

O esqui em Garibaldi. A seco e sem neve

Em 1968, assim era nosso amado e varonil Brasil. 
Dentro destas fronteiras, me movimentava eu, na flor dos meus 16 anos, 
querendo mais é saber de tirar de 8 pra cima nas matérias do Instituto de Educação General Flores da Cunha, embaraçar o cabelo e criar aquele paredão no chanel de subúrbio que eu cortava e de curtir coração batendo enlouquecido quando via algum guri que me interessava.
Sem falar nas descobertas, c0mo aquela vez em que a Nara levou para aula uma camisinha que roubou do irmão e fez um balãozinho para jogar dentro da aula!


Ah, tempinho. Estão vendo a parada de sucesso da época? Que importa o mês! Me importa que Roberto Carlos estava em primeiro com aquele rame-rame do Eu te amo, eu te amo, eu te amo mas já tinha nos calcanhares o Paulo Sérgio com a Última Canção - e não ia demorar muito pro cara se apagar mesmo, credo, de derrame, com menos de 40 anos. 
E o Oswaldo Nunes, com aquela barriga obcena, cantando Segura esse Samba, Ogunhê! Também já foi, assassinado - Jesus!
E a cara de pau do grupo Os Incríveis em gravar uma música em japonês: kokorono niji, que depois seria aproveitada num comercial da Varig. Pior que a gente cantava! Nem sabia o que queria dizer aproximadamente. Mas cantava com todo entusiasmo.
E meu querido Wilson Simonal, com Sá Marina! Essa, sim, eu cantava de cor e salteado, embaladíssima. 


E, impossível deixar de lado, nossos astros da TV, que continuam impávidos. Carlos Alberto já subiu faz tempo, mas Glória Menezes, graças ao botox, ao estica e puxa e aos preenchedores labiais que a deixaram com cara de peixe, continua no ar. Leiam no cartaz: cenas externas tomadas no Haiti! Não é de hoje que a platinada é metida a besta e gasta dinheiro pra caramba com novela.

E aqui está a outra metade da maçã de Glória, o galã Tarcísio Meira, com seu topete, ainda hoje em pé (pelo menos o topete tem de estar, Deus é pai - desculpem a piada, não resisti e quem sabe dele é dona Glória!), e a Ioná Magalhães que hoje tá tão, mas tão repuxada, que parece que está sempre de boca entreaberta, querendo morder alguém.


Então, surgiu uma alternativa pro cinema fechado, aquele em que a gente trocava gibi, ia na matinê e via dois ou três seriados antes do filme, que as vezes se dividia em duas partes: surgiu o motel de rua, quer dizer, o cinema ao ar livre.  Primeiro no Rio, claro, para aproveitar o bom tempo, e depois em São Paulo, o tal auto-cine também teve filiais por aqui, mais tarde. Muito nenê foi gerado em meio a uma pipoca e um gole de grapette. Eu hem!
Yes. E nós viramos notícia nacional porque fabricamos uma pista de esqui artificial aqui em Garibaldi. Era um tal de bunda ralada, mão esfolada no polietileno que vou te contar. Mas como era chique ir lá esquiar! Quem não tem Spa caça com Garibaldi, pensava o povo daqui. E vinha turista, também. Nem asfalto tinha pra ir a Garibaldi, mas a pista estava lá, e nem que tivesse o maior sol, o povo botava casaco e blusa grossa pra deslizar lomba abaixo.

27.2.09

Senta levanta, senta levanta: lembra?




Ok. 2008 já foi, aquele auê todo em cima de 40 anos de 1968 terminou, né? Pois pra mim, não. Há tempos não atualizo aqui. Mas depois que a Life e a Veja resolveram colocar seu acervo online, a vida ficou mais legal pra gente que gosta de fuçar na memória.
Este post vai pro Francisco, que me cobra a volta ao Hilarius, ele que me descobriu por causa de um post sobre o Butikin, que ele frequentou pra caramba, e eu fui uma só vez. Vai entender - e assim mesmo num almoço da turma de jornalismo!
E, por tabela, vai pra Vicky, butikiqueira como o Chico.
Estas imagens são todas da Veja online, tudo de 68. Fiz pastas que abranjem temas diferentes. Começo pela moda. Quem não usou uma destas coisas abaixo, que atire a primeira pedra!
O que é o bikini (bikini?) de bolinhas? Eu tive um, era preto, mas em vez de bolinha tinha florzinhas! E era meia taça. Só que eu não tinha material suficiente nem pra meia taça! Era um vexame na saída da água na piscina.
Mas o comercial não é do bikini, não! É do short! Que era de uma coisa chamada helanca! Olhem o cintinho, não é um amor?



E a grife Berta? Era pooooooooooooooooooooodre de chique ter alguma roupinha desta marca que acho que empatava com a Cori! Olhem o que é a pose da modelo, o olhar, a maquilagem, o dedinho naturalmente encostado na mão, a direção de cena, enfim. Tudo muito "casual". Éramos nós naqueles anos quase 70!



Agora, o revolucionário em matéria de macho moderno que se garantia, eram as calças (claro que tinham fio helanca, pra mostrar as formas hehehehe) numa cor como esta. A Renner vendia como água. Pra magro, pra gordo. Até meu pai chegou a ter, acho que verde não, mas tinha esta padronagem, uma coisa meio áspera.O bom é que lavava, em cinco minutos estava seca. E matava de calor. Mas era o que a indústria tinha a oferecer.
A foto que abre este post é uma pérola: a braguilha atravessada é algo!  E a frase, sexy, para vender o produto, então?



E tinha os McGregor. Que cara de pau botar uma menininha rechonchuda dizendo "adoro dos mcgregor". Qual seria a agência? Não consegui ler na página online! Mas o que é a fotomontagem? E onde andará este modelo com aquele cabelo que parece peruca de nylon? E a mãozinha na cintura? E aquela foto em que ele parece que vai correr? Jesus! Será que já tinha Olivetto na parada naquela época? Nem me respondam, pelamordedeus!



Continuando a dar colher de chá aos meninos, vem a cereja do bolo: tergal! Era o suprasumo da superação em matéria de roupa. Era a salvação da lavoura da dona de casa, da muié véia que tinha de ficar passando terno em casa, das lavanderias que tinham de usar benzina pra lavar a seco os ternos de linho e não deixar brilho. Tergal, aquele que na propaganda da televisão dizia: senta, levanta, senta,levanta, senta levanta! E NÃO AMASSA!



Em compensação, a asa do sujeito, deus nos livre. Ainda mais que não tinha desodorante sem álcool, o que só piorava a coisa toda.
Mas os senhoures todos se achavam finérrimos e bem trajados com tergal! Principalmente advogados, chefes, donos de empresa, professores, etc.
Mas, na minha modesta opinião, o melhor de tudo é o modelo:um senhor antipático, feio, sem graça. E daí? Dava a credibilidade que a marca exigia, oras...



Depois de tudo isso, uma visão de bom gosto e uma homenagem a este ser polêmico chamado Clodovil, Hernandes para a clientela, Clô, para os íntimos ( e o resto da piada não conto porque gosto dele, apesar de tudo e principalmente pelo que ele falou da Marta Suplício, ) e este modelinho foi muiiiiiito antes de ele estourar.
Pena que a ilustração não seja em cores!








19.12.08

Playboy. Naqueles anos de curvas e gordurinhas



Dia desses, vi, nesta matéria da Folha Online, a foto de dois filhos do Hugh Hefner, aquele baita sacana que inventou a Playboy e hoje tem duas gêmeas que ele diz que são namoradinhas, todas com menos de 20 anos. Um dos herdeiros jura que não quer ser como papai.  Aliás, pela foto, ele tem jeito de quem não gosta muito de meninas.
Enfim.
Hefner tem 82 anos, sempre foi um tipo fisicamente asqueroso, e acho que foi um dos canalhas que ajudaram a transformar mulher e sexo em artigo de balcão, de mercadinho de fim de linha, coisa barata.
Sem falsos moralismos, mas a exibição ginecológica não pode entusiasmar nem um homem, de qualquer idade, que tenha ao menos um neurônio na cabeça e que goste de um bom sexo. Mas, sempre tem quem compre o que tem para vender. E a Playboy é um sucesso, imitado e nunca igualado.
Selecionei as capas da revista em 1968, quando ainda havia um mínimo de criatividade, pelo menos em torno do logo da coelhinha.
Achei boa a história contada neste blog.  
A Veja também fez uma historinha boa, há quatro anos.
E dizer que o safado era editor de revista para criancinha.
Tarado!
Bão. O véio tá caidinho, não tem mais botox e repuxo que resolva e duvido que viagra faça efeito. Talvez aquele implante peniano permanentemente em estado de alerta, quem sabe.
A grana tá aí. A morte também bate à porta.






As fotos seguem sem ordem, porque me deu preguiça de ficar colocando a putinha, quer dizer, a coelhinha de janeiro, fevereiro, março, etc. Mas estão todas ali.


Todas gordinhas e cheias de curva, como era o gosto da época. Todas passaram pela cama de Hefner, é claro, e de muitos outros. Se consagraram algumas, outras foram esquecidas ao virar das páginas - digo as páginas não grudadas pelo uso masculino nos banheiros.



E tinha umas tão vestidas que nem dava para imaginar que era playmate!


E umas poses imaginativas para lembrar coelho que vou te contar! Haja contorcionismo.


Outras, tinham cara de coelho e eram realmente gordotinhas. Mas nesta capa aqui a sutileza está na serpentina que forma o coelhinho. Tão bonitinha!


Também gosto desta, tão casual (hahaha), desenhando o bichinho na areia, assim, esperando o namorado, fuzileiro naval, com certeza, voltar do Vietname.



E tem, digamos, conceitual, que escondeu a coelhinha em nome da data.


Esta acho um a-m -o- r, tipo esposa perfeita colocando o lencinho no bolso do maridão que sai para uma importante reunião de negócios.


E esse maiô, não é uma maravilha para tias fora de forma? Ou ex-top models passadas dos quarenta que não conseguem mais delinear o corpinho, mesmo abaixo de bisturi e sucção?


Já, o reloginho, não pode ser mais discreto.


Mas, susto, susto mesmo, eu tomei com esta foto. E tenho que contar quem é a moçoila da foto que fica entre uma quase burka e uma grávida assanhada, com esta roupa impossível de ter sido escolhida por uma produção de revista de putaria já então consagrada.


Acredite ou não, o beijo dela está à venda no ebay.

Quem é esta mulher?
Ela foi a coelhinha de dezembro de 1968, por isso apareceu daquele jeito, vestida de luzinha de Natal. E atualmente quer ser a Coelhinha de todos os tempos.
Claro que ela tem um site. Com sua biografia exemplar.
E mais um link para a putaria propriamente dita, em diversas fases, incluindo a das pelancas ajeitadas.
Ela disputava (sei lá se ainda disputa) o posto de a mais popular do clube, gente. E pede votos.
Quem quiser saber mais - dos conteúdos, de quem mais estava em cada Playboy de 1968, das entrevistas, pode acessar este site aqui.
Foi um ano que teve Omar Shariff, Paul Newman, Julie Christie, Brigitte Bardot, Elsa Martinelli, Sophia Loren, Ursula Andress, Gina Lollobrigida (numa tal história do sexo no cinema, em uma das edições) e outros temas "culturais".
Bom.
Taí a memória Playboy 1968.
P´ra não dizer que sou uma senhoura muito beata. hehehe

28.11.08

Super Tina Turner: forever!



Eu já havia postado sobre Tina Turner, aqui mesmo. Até anunciando sua volta aos palcos, inspirada por Sophia Loren. Como ela fez mesmo este tour e recém completou 69 anos, com todo aquele estilo,  e eu morro de inveja de quem viu, aproveito para retomar o assunto e publicar fotos da revista Life, que o google comprou está disponibilizando, mostrando fases diversas da mulherona maluca e vozeiruda.
Já as fotos com Ike, que foi marido e algoz e já morreu, felizmente, porque era um agressor covarde, (importância musical à parte, claro) são dos anos 60.
Há um poster muito interessante e fotos curiosas, como ela de gueixa, lavando roupa enquanto ele toca.
E, nas mais recentes, adoro aquela em que ela carrega os sapatos na mão, cansadinha de tanto pular no palco.
Fica o registro. Principalmente de como ela melhorou!!!!!!!!Waw!
E a capa da Rolling Stone: preciosa!




































E, para completar, este vídeo incrívellllll!


13.11.08

A nonna do Mamma Mia: Gina Lollobrigida


Já comentei, lá no clinica, que me diverti muito com Mamma Mia, o filme. Especialmente porque mostra gente da minha faixa de idade se divertindo muito, exibindo suas rugas, seus corpos longe da perfeição da juventude. E, acima de tudo, a música do Abba, que pode ter sido e ser brega a vida toda, é sempre motivadora.
Então, aqui, neste espaço, quero resgatar a origem da peça de teatro que por sua vez originou o Mamma Mia. E que é o filme com Gina Lollobrigida chamado Buona Sera, Mrs. Campbell.
A história, dirigida por Melvin Frank que, anos depois, em 1973, A Touch of Class, com Glenda Jackson e George Segall, os dois ainda muito gatos, se chamou, no Brasil, Noites de Amor, Dias de Confusão.
Lollo é a mãe solteira que transou com três soldados diferentes durante a II Guerra Mundial e teve uma filha, cujo pai ela não consegue saber qual é (na época, claro, não havia exame de DNA...) mas, sem dar muita bola para isso, ela resolve pegar grana de cada um deles. E faz isso durante 20 anos. Até que eles voltam à cidadezinha italiana que eles haviam livrado dos alemães para uma reunião programada pelo exército e, claro, querem conhecer a filhota e tal. Todos, claro, estão devidamente (mal) casados.
A comédia teve duas indicações ao Globo de Ouro: melhor filme em língua estrangeira e melhor canção original, cantada por Jimmy Roselli.
A para mim eternamente adorável Shelley Winters também está na produção. E um cara que eu passei muitas noites da minha adolescência vendo brilhar a careca na telinha, o Telly Savallas, que vivia o detetive da série Kojak. Os outros dois candidatos a papai são Peter Lawfor e Phil Silvers.
Mas a razão deste post é Lollo, a italiana de perna fininha que concorria, na época, com Sophia Loren, para ver quem era a mais sexy.
Sempre preferi Sophia, mas o fã clube de Lollo era grande. Afinal, ela tinha sido a cigana Esmeralda na filmagem de O Corcunda de Notre Dame que Anthony Quinn vivia, pateticamente.
Ela está com 81 anos e recebeu, faz pouco, em Roma, o prêmio Marco Aurélio de Ouro por sua carreira, e ainda deixou no ar que gostaria de a atuar.
Em 1995, ela veio a Gramado, para receber um prêmio por sua carreira e deu aquela célebre declaração de que "hoje o cinema não faz mais sonhar".

Sem se contentar com a fama da tela, ela virou fotógrafa, escultora, passou para o outro lado da filmadora e assinou documentários.

O filme passa seguidamente no Telecine Cult e, além da historieta dirigida com leveza, também se pode curtir a trilha que tem In the Mood e Moonligth Serenade, do Glenn Miller.
Curioso do roteiro do filme é saber que a personagem de Lollo escolheu o nome de Mrs. Campbell porque esta era sua sopa enlatada preferida.
Detalhe triste: Janet Margolin, que fez a filha sem pai - ou com três pais -, e, em 1969, trabalhou com Woody Allen, morreu de câncer, em 1993.

6.11.08

Nóis no yutube

Eis que, se não quando, volto eu aqui para atualizar este mal-tratado blog, abandonado, esquecido. Ôpa! Esquecido não.
Recebi um mail, hoje, que acho que é phishing, mas me levou a ir ao youtube ver se tinha algo de verdade. E tinha.
Um garotão, futuro colega de jornalismo, e algum (alguns?) colegas, fizeram um vídeo falando deste blog.
Fiquei muiiiiiiiiiito feliz. Tem duas cópias, uma com 80 visitas, outra com 17. Ou seja. Quase nada.
Mas não faz mal.
Já são quase 100 visitantes que descobriram o hilarius, que nasceu ridiculous1968 e por protestos de amigos eu troquei (não queria chocar a galera...) no iutchúbi!
Bem legal.
Depois das citações do Francis Pisani em seu Transnets, ói nóis no templo da videarada.
Tá aqui, ó:
Obrigada, meninos

18.9.08

Delon na piscina!


Noite destas, zapeio para a TV5, aquele canal francófono, e dou de cara com uma cena que exibia um morenaço sem camisa, sentado diante de uma mesa, ao ar livre, de olhos fechados, tomando sol. Bronzeadíssimo e se bronzeando. O mais esquisito é que ele mantinha os braços cruzados. Corta, outra cena, aparece o lindo moreno e uma magricela de olhos imensos: Jane Birkin. Mais outra cena e uma loira que embalou meus sonhos de menina quando interpretava a imperatriz Sissi: Romy Schneider.
Sim. Estou falando de Alain Delon que, casualmente, estampava uma página inteira de um jornal aqui de Porto Alegre, velho e lindo como está agora.

Custei a lembrar o nome do filme até que o ator principal - por aparecer mais vezes que os de carne e osso - me fez relembrar: A Piscina.Há divergências quanto à data de produção do filme, nesta internet de Deus: uns dizem 1968, outros 1969.
De qualquer forma, se estreou em 69, deve ter começado em 68. E encaixa neste blog!
O que mais falar do filme? A história, uma tragédia, na verdade, vestida de romance, com aquele jeito francês de encarar amor e dor, sobre um triângulo amoroso: Romy amava Delon e vice-versa, mas, um dia, resolvem tirar uns dias em Saint Tropez, numa casa chiquetésima, com a tal piscina, e aparece quem: um ex da mocinha. Aí, desenvolve-se a ação que leva ao assassinato, na tal piscina, do concorrente por Delon.
A direção é do Jacques Deray. Ele e o monstro de olhos azuis fizeram nove filmes juntos: La Piscine (1969), Borsalino (1970), Doucement les basses (1971), Borsalino & Co (1974), Flic story (1975), Le Gang (1977), Trois hommes à abattre (1980), Un crime (1993) e L'Ours en peluche (1994).
Importa lembrar que, a partir de A Piscina, Delon e Romy engataram um romance que durou um bom tempo. Os dois atuaram juntos em cinco filmes, entre 1958 e 1972.

O desafeto de Delon na história é vivido pelo Maurice Ronet que aparece como pai da Jane Birkin (filha ilegítima, na trama, e uma baita malandra, jogando o maior charme no Delon e na Romy) que, aliás, estreou no cinema francês em A Piscina, vinda da Grã Bretanha, onde nunca seria reconhecida como o foi na França - eu mesma jurava que ela era francesa legítima.
E tem a música, do Michel Legrand, que musicou mais de 170 filmes. Grande Legrand!!!
E esta é, para mim, uma das mais lindas e inesquecíveis que ele criou.
O filme estreou na França em janeiro de 1969 e, no ano seguinte, ganharia o Grand Prix do Festival de Cinema do Rio de Janeiro.
Este papo pequeno sobre o filme, que não é grande coisa, é só desculpa para falar no Delon, que sempre foi e vai morrer bonito, mas nunca foi nem será um grande ator.
E é engraçado ver, em A Piscina, aquele figurino bem 1968, de camisas masculinas mais justas mas tudo para dentro das calças com cintura quase no pescoço.
Os cabelos "arrumados", das moças, então, são um desastre: laquê, embaraçados, a Romy com aplique, uma maquilagem horrorosa, com aquele falto bronze e batom rosa clarinho que não tinha nada a ver com ela.
A Birkin com vestidos curtísismos, à beira do fundilho da calcinha, e a Romy tipo clássica, mas com sapatos medonhos, daqueles com calcanhar de fora e salto redondo mais pra baixinho que pra alto.
Quem quiser conferir o filme (tem pedaços e mixes no youtube) vai se divertir.
Quem tirar o DVD, com o filme restaurado como a TV5 passou, morra de rir da festa na casa dos burgueses, em que a música é de doer mas pior é a dança das gurias: uma coisa que mistura natação com dança do ventre. E eu dancei isso, meus deuses, nas festinhas de domingo. Agora entendo porque as zelosas mães presentes ficavam aborrecidas!
No mais, apreciem Delon! É um signo masculino de uma época em que homem bonito tinha de fazer cara de muito mau pra não dar pinta de que poderia ter alguma coisa de veado. E aquela boquinha do Delon, hmmm, sei não!